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sábado, 1 de outubro de 2011

Manuscritos do Mar Morto digitalizados

O Google "aprontou" de novo. Nesta segunda-feira, em seu blog, o gigante das buscas anunciou a criação do Dead Sea Scrolls Online, ou, em tradução livre para o português, Manuscritos do Mar Morto Online. Em linhas gerais, o projeto reúne os cinco Manuscritos do Mar Morto digitalizado e acessível a qualquer pessoa do mundo através da internet.
O site foi desenvolvido em parceria com o Museu de Israel, em Jerusalém, e seu lançamento marca também o início do novo calendário hebraico. De acordo com a AFP, o custo total do projeto foi de US$ 3,5 milhões financiados pela Autoridade de Antiguidades de Israel e pela divisão de pesquisa e desenvolvimento do Google local.
As fotografias em alta resolução feitas por Ardon Bar-Hamma dos pergaminhos tem até 1.200 megapixels, resultando em uma imagem até 200 vezes maior do que aquilo que se está acostumado a fazer com as câmeras amadoras. Tanta precisão possibilita que o internauta veja os mais minuciosos detalhes dos manuscritos. É possível também deixar no site um comentário sobre o trecho visitado.
Além de poder navegar no Grande Rolo de Isaías por capítulo e versículo, o livro mais conhecido e que pode ser encontrado em várias bíblias por exemplo, o usuário pode clicar diretamente no texto hebraico e obter uma tradução em inglês. Graças ao projeto do Google, frases dos manuscritos poderão ser encontradas em resultados de pesquisa na web. Para conhecer melhor a novidade, acesse http://dss.collections.imj.org.il/
Escritos entre o terceiro e o primeiro séculos antes de Cristo (a.C.), os Manuscritos do Mar Morto são os mais antigos documentos bíblicos já conhecidos. Em 68 a.C. eles teriam sido escondidos em 11 cavernas do deserto da Judéia, às margens do Mar Morto para serem protegidos do exército romano. Eles só seriam encontrados novamente em 1947, quando um pastor beduíno jogou uma pedra em uma caverna e percebeu que havia algo lá dentro.
Desde 1965, os pergaminhos estão expostos no Santuário do Livro do Museu de Israel, em Jerusalém. Os manuscritos oferecem uma visão crítica sobre a vida e a religião na antiga Jerusalém, incluindo o nascimento do cristianismo. 
Fonte: http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI5377206-EI12884,00-Digitalizados+Manuscritos+do+Mar+Morto+ganham+site+do+Google.html#tarticle

domingo, 26 de junho de 2011

O cristão é co-criador

Neste ano de 2011, a Campanha da Fraternidade abordou o tema: Fraternidade e a vida no planeta; e o lema: A criação geme em dores de parto (Rm 8,22). E este tema não é algo a ser refletido apenas no tempo da Quaresma. Podemos pensar que falar hoje de preservação ambiental pode ser apenas um modismo, no entanto, é mais do que nunca uma urgência do nosso tempo. A cada dia vamos acompanhando inertes a degradação do nosso planeta, como se não fôssemos responsáveis, ou não nos importasse o que se passa ao nosso redor. Na Carta Encíclica Spe Salvi, o papa Bento XVI afirma: “Se a Carta aos Hebreus diz que os cristãos não têm aqui neste mundo uma morada permanente, mas procuram a futura (cf. Hb 11,13-14; Fl 3,20), isto não significa de modo algum adiar para uma perspectiva futura1.
Quando olhamos para o relato da criação no livro do Gênesis, podemos aferir a grande responsabilidade que Deus dá ao ser humano. O Homem é criatura, mas diferentemente de todas as outras, só a ele é dada a missão de cuidar da criação (cf. Gn 1,26; 2,15). Nós hoje claramente vemos o quanto a tecnologia tem avançado, mais e mais a nossa vida tem se tornado cômoda graças a novos produtos. Ao que nos parece, tudo tem ficado cada vez mais rápido e fácil, a informação é algo que nos chega quase que instantaneamente, através de diversas vias comunicativas, principalmente, na atualidade a internet.
Vislumbrado pela sua capacidade intelectiva, cada vez mais o homem vai deixando Deus de lado e se colocando no centro. Parece-nos que hoje a sociedade tem substituído o Deus verdadeiro por um ídolo: a ciência. Toda a esperança do ser humano moderno, ou seja, sua felicidade, objetivos... tudo está enraizado na sua própria capacidade. Paradoxalmente também observamos que aumenta a violência, a tristeza, as desigualdades e tantas mazelas na sociedade hodierna. Nunca se ouvira falar de tantos e tantos casos de depressão, suicídios. Os psicólogos estão com seus consultórios abarrotados e clinicas lotadas. Por que isso? Não deveria ser o contrário do que se vê? Claro que “se ao progresso técnico não corresponde um progresso na formação ética do homem interior (cf. Ef 3,16; 2Cor 4,16), então aquele não é um progresso, mas uma ameaça para o homem e para o mundo2.
            A razão é um grande dom de Deus ao homem, no entanto, se não for orientada pela fé, pode tornar-se escândalo (skândalon), no sentido literal da palavra, ou seja, pedra que faz tropeçar. Pois “a ciência pode contribuir muito para a humanização do mundo e dos povos. Mas pode também destruir o homem e o mundo, se não for orientada que se encontram fora dela3. A mesma capacidade que o homem tem de criar novas tecnologias para a melhoria da qualidade de vida pode ser, se não ordenada retamente, utilizada para alimentar a indústria armamentista e da guerra.



1.       Bento XVI, Carta Encíclica Spe Salvi, n. 4; p. 10.
2.       Ibid., n. 22, p. 37.
3.       Ibid., n. 25, p. 41.